quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Considerações Sobre Nossos Tempos



O tempo é difícil e mais do que nunca nos requer um gesto de fé e profetismo. Não podemos nos calar quando uma parcela da sociedade oprime o povo da terra, roubando-o e usando de violência para com o aflito e com o necessitado ao mesmo tempo que molesta sem razão os estrangeiros (EZEQUIEL 22.29)

Mas, também não podemos compactuar com o profetismo mundano que perde o caminho da dignidade ao desprezar toda a vida. Atos que se colocam como representativos da libertação, mas que também se demonstram como exercícios de violência para com a vida, nada são do que sintomas do coração carente de Deus, uma afronta ao caráter humano de imagem e semelhança de Deus e um sinal de que todos nós caímos da graça divina. ( Romanos 3.23)

Neste tempo, multiplicamos nossas maldades (EZEQUIEL 5.7) e uma grande desesperança se espalhou, Deus pergunta: "é pequena tua prostituição?" (EZEQUIEL 16.20) e o mundo secularizado responde: "o caminho do Senhor não é direito" (EZEQUIEL 18.25), junto com ele, os hipócritas da religião continuam envergonhando o nome de Deus, enquanto veem vaidade e predizem mentiras, não discernindo o que é realmente santo (EZEQUIEL 22.26;28).

Aos cristãos fica então a reafirmação do ministério do Reino. Olhando o pobre e preservando a doutrina, sigamos firmes afirmando que a fé é dom de Deus e que é pela graça de Deus que somos salvos (EFÉSIOS 2.8). Avisando do juízo de Deus, pois Ele mesmo diz aos que pecam, que estará contra eles, executando juízos (EZEQUIEL 5. 8), bem como anunciando que o mesmo Deus que julga é também rico em misericórdia (EFÉSIOS 2.4-7) e que, em seu Filho, garantiu para todos que o recebessem, as incomparáveis riquezas espirituais.

De posse dessas verdades, sigamos unidos, sabendo que o profetismo e o clamor contra toda e qualquer forma de ataque à integridade humana como criação de Deus é uma das muitas obras que nos foram preparadas por Deus de antemão (EFÉSIOS 2. 10). Sabendo disso, tenhamos firmes no nosso coração o amor como paga para todo o mal e a Palavra da Santa como verdade indiscutível e grande consoladora dos desesperados.